TRUTA-DE-RIO,
(Salmo trutta trutta )
Origem e distribuição:
Espécie originária da zona ocidental da América do Norte, foi
introduzida na Europa em finais do século XIX. Nas Serras da Pampilhosa
existe principalmente na Barragem de S. Luzia e Rio Unhais
Características:
Semelhante à truta do rio, distingue-se desta principalmente pela
coloração e pelas escamas mais pequenas. Dorso verde-azulado com
reflexos irisados e uma faixa rosada ao longo dos flancos.
Ventre esbranquiçado. Pequenas manchas negras espalhadas por todo o
corpo e em particular nas barbatanas caudal e adiposa.
Habitat:
Albufeiras e cursos de água calmos. Tolera um amplo intervalo de
temperatura (de 0 a 25ºC), embora o seu óptimo térmico se situe entre
os 10 e os 12ºC.
Alimentação:
Semelhante à da truta do rio, principalmente invertebrados e pequenos
peixes; alimenta-se mais activamente no Inverno.
Reprodução:
Reproduz-se no final do Inverno, princípio da Primavera. A fêmea
escava o ninho em leitos de cascalho, onde deposita os ovos. Em Portugal
não se conseguiu comprovar a reprodução desta espécie nos cursos de
água. A sua manutenção deve-se a repovoamentos sucessivos.
TRUTA-DE-RIO, TRUTA-FÁRIO (Salmo fário)
- Origem e distribuição:
- Espécie indígena
da Europa. Nas Serras da Pampilhosa encontra-se nos rios Ceira e
Unhais, e na ribeira da Malhada do Rei
-
- Características:
- Cabeça e olhos
grandes. Mandíbulas com dentes agudos e fortes. A maxila superior
ultrapassa o nível posterior do olho.
Coloração muito variável com a idade e o habitat. Geralmente
dorso castanho a cinzento esverdeado, flancos esverdeados ou
amarelos e ventre esbranquiçado ou amarelado. Corpo salpicado de
manchas negras e vermelhas. Barbatana adiposa alaranjada na
extremidade.
-
- Habitat:
- Peixe
territorial, vive em águas correntes, bem oxigenadas, límpidas e
frescas. É uma espécie muito sensível à poluição e à elevação
da temperatura.
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- Alimentação:
- Espécie muito
voraz, alimenta-se principalmente de invertebrados, larvas de
insectos aquáticos e pequenos peixes.
-
- Reprodução:
- Desova no
Outono-Inverno, em locais de fundos pedregosos, em águas pouco
profundas, frias e bem oxigenadas. Normalmente migra para montante
em busca de zonas de postura. Os ovos são depositados em depressões
escavadas pela fêmea no leito dos rios.
-
- BOGA
(Chondrostoma polylepis Steindachner)
-
Origem e distribuição:
Espécie endémica
da Península Ibérica, ocorre principalmente nas bacias hidrográficas
das Serras da Pampilhosa, a sua distribuição nas Baragens do Alto
Ceira e S.Luzia é relactivamente elevada. Estão referenciadas em
Portugal mais três espécies: a boga-portuguesa, a boga-de-boca-arqueada
e a boga-do-Guadiana, sendo a primeira endémica de Portugal
e as outras duas da Península Ibérica.
Características:
Corpo
fusiforme e alongado, com focinho proeminente. Boca inferior e sem
barbilhos. Lábio inferior com uma placa de bordo cortante.
Barbatanas avermelhadas.
Habitat:
Vive
preferencialmente em locais de água corrente e albufeiras de águas
limpas.
Alimentação:
Alimenta-se
de invertebrados, sobretudo de moluscos, larvas de insectos e
vegetais, em especial pequenas algas.
Reprodução:
No início da
Primavera efectua migrações para desovar a montante, em locais de
água corrente, com pouca profundidade e de fundos de areia e
cascalho.

BARBO (Barbus bocagei)
Origem e distribuição:
Espécie autóctone da
Península Ibérica. Nos rios e albufeiras da Pampilhosa é muito comum,
encontrando-se em todas as bacias hidrográficas, à excepção de
algumas ribeiras .
Estão referenciadas
mais quatro espécies de barbo: o cumba, o barbo-de cabeça-pequena, o
barbo-do-sul e o barbo de Steindachner, endémicas da Península Ibérica,
e que se distribuem pelas bacias hidrográficas do Tejo, Mira, Guadiana
e ribeiras do Algarve.
Características:
Corpo alongado e
comprimido lateralmente, com focinho pontiagudo. Boca inferior com lábios
grossos, apresentando dois pares de barbilhos bem desenvolvidos.
O último raio simples
da barbatana dorsal é ossificado e denticulado. Dorso castanho-oliváceo;
flancos e ventre claro.
Habitat:
Espécie de fundo, vive
no sector médio dos rios, de correntes moderadas e de águas não muito
frias, a chamada "zona do barbo". Refugia-se junto às
margens, nas pedras e vegetação.
Alimentação:
Espécie omnívora/detritívora,
alimenta-se de detritos e restos de plantas, moluscos, crustáceos e
insectos.
Reprodução:
Desova na
Primavera, em zonas de fundos pedregosos e arenosos de águas pouco
profundas e bem oxigenadas.
Na época de reprodução
os machos apresentam umas pontuações brancas à volta do focinho - tubérculos
nupciais.

CARPA
(Cyprinus carpio)
- Origem e distribuição:
Espécie originária da Europa Oriental e da Ásia Ocidental, foi
introduzida na Europa Central e Ocidental na Idade Média.
Em Portugal existe em quase todas as bacias hidrográficas, à
excepção das bacias a Norte do rio Douro. Estão referenciadas
quatro variedades: "comum ou selvagem",
"espelho", "dourada ou vermelha" e
"couro", que diferem entre si principalmente pela altura
do corpo, coloração, tamanho e disposição das escamas.
- Nas Serras da
Pampilhosa ocorre principalmente nas Barragens e em certos locais
do Rio Zêzere
Características:
Corpo alongado, coberto de escamas grandes. Boca terminal proeminente
com dois pares de barbilhos, um de cada lado da boca. Barbatana dorsal
longa e com raios, sendo o primeiro mais forte e dentilhado. Dorso
castanho esverdeado, flancos dourados e ventre amarelado.
Dorso castanho esverdeado, flancos dourados e ventre amarelado.
A carpa híbrida com o pimpão (Carassius auratus), originando
exemplares com características dos progenitores.
Habitat:
É uma espécie tipicamente de albufeiras e cursos de água de fraca
corrente e com vegetação abundante. Em águas de pouca profundidade
fossa no fundo provocando uma certa turvação. Tolera águas salobras.
No entanto é pouco resistente a poluição quimica e falhas de oxigenação.
Alimentação:
Espécie omnívora, alimenta-se de invertebrados, plantas e algas.
Preferencialmente consome larvas de insectos e crustáceos, podendo
alimentar-se ocasionalmente de pequenos peixes.
Reprodução:
Reproduz-se em zonas de pequena profundidade com vegetação submersa,
quando a temperatura atinge os 18ºC, de Março/Abril a Agosto. As fêmeas
fazem várias posturas durante a época de reprodução. Cada fêmea
pode libertar centenas de ovos.

Achigã
(Micropterus
salmoides )
Características
Corpo alongado, boca larga com a maxila inferior proeminente e mais
saliente do que a superior, barbatana dorsal dividida em 2 partes, tendo
a primeira raios espinhosos. Dorso e cabeça de tom verde escuro ou oliváceo,
flancos dourados e ventre branco. Infelizmente nas Serras da Pampilhosa
invadiu os mais insuspeitos locais. Predando de forma inquietante espécies
locais
Origem e distribuição
O achigã é originário do Sul do Canadá e dos Estados Unidos da América
do Norte. Foi introduzido em vários países da Europa, no final do século
XIX. Em Portugal encontra-se sobretudo na bacia hidrográgica do Tejo e
a Sul desta. No entanto nos rios e ribeiros das serras é perfeitamente
vulgar com os Resultados que se conhecem. Na Barragem de S. Luzia e Alto
Ceira atinge quantidades e tamanhos elevados.
Habitat
Peixe de águas quentes, habita preferencialmente locais com vegetação
aquática como albufeiras, lagos e lagoas, podendo ainda ocorrer nos troços
médios e inferiores dos rios. É um peixe de superfície que suporta
bem águas salobras e tem-se mostrado um resistente a águas frias.
Alimentação
O achigã adulto é um predador muito voraz, alimentando-se
preferencialmente dos outros peixes e crustáceos. Os juvenis
alimentam-se de insectos, crustáceos e moluscos. Os alevins são planctófagos.
Reprodução
Desova na Primavera, em locais de fraca corrente e pouca profundidade,
em ninhos feitos pelo macho, sobre substracto de pedra, cascalho areia
ou entre raizes de plantas aquáticas. Após a postura, o macho expulsa
a fêmea e protege o ninho até os juvenis terem 3 a 4 semanas de idade.
Após este período permanecem em cardume durante mais 2 ou 3 meses.
Enguia
(aquilla aquilla)
Características
Espécie marinha catádroma, o ciclo de vida da enguia começa no mar
dos Sargaços onde se reproduz. Tem dois períodos de vida distintos, um
no mar e outro nas águas doces ou interiores.
Em Portugal, a entrada nos estuários parece verificar-se ao longo de
todo o ano, existindo praticamente em todas as águas interiores. Nos poços
podem ser encontrados exemplares de grandes dimensões. Nas Serras da
Pampilhosa outrora muito comuns no Rio Zêzere e praticamente em todos
os outros Rios. Hoje mercê da má planificação das barragens nos anos
40/50 do séc. passado é mais é rara .
Origem e distribuição
Corpo alongado de forma cilíndrica, coberto de escamas muito pequenas
barbatana dorsal unida à barbatana caudal e anal, formando uma estreita
faixa que envolve a metade posterior do corpo. As barbatanas peitorais são
curtas. Fendas branquiais, estreitas e verticais. Boca terminal, sendo a
mandíbula ligeiramente proeminente. Os dentes são pequenos, dispostos
em várias filas nas maxilas e palato.
Habitat
Habita preferencialmente em locais de águas bem oxigenadas e pouco
frias, com fundos de areia, lodosos ou densa vegetação submersa.
Durante o dia permanecem em abrigos enterradas no sedimento ou debaixo
de rochas ou raízes de árvores, onde estão protegidas da luminosidade
e dos predadores. Tornam-se activas ao entardecer.
Alimentação
Espécie omnívora, alimenta-se principalmente de crustáceos, larvas de
insectos, algas, anelídeos e peixes.
Reprodução
Reproduz-se no mar dos Sargaços. A desova ocorre em profundidade e é
pouco conhecida. Após a eclosão as larvas (leptocéfalos) iniciam a
migração em direcção ao continente europeu, a qual dura de um ano a
dois anos e meio. Ao atingirem a placa continental passam à fase de
enguia de vidro, apresentando o corpo transparente com pigmentação
apenas no crânio, rostro e ponta da cauda. A alteração da pigmentação
continua com o crescimento e a progressão nas águas doces, onde
permanecem até atingirem a fase prateada, altura em que começam a
migração em direcção ao mar.
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