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ÁGUA

QUÍMICA DA ÁGUA

INTRODUÇÃO

A ÁGUA NA TERRA

COMPOSIÇÃO DA ÁGUA

O CICLO DA ÁGUA

OPINIÃO

 

 
 INTRODUÇÃO

As mais bonitas imagens das Serras da Pampilhosa, aquelas que são agradáveis aos olhos, à imaginação, as que são um convite ao relaxamento, têm sempre a água como pano de fundo: as ribeiras do Alto Ceira, os açudes da Ribeira do Pisão, um riacho cristalino nas Aradas, a neve sobre o Picoto de Cebola, o lago espelhado de Santa Luzia, a enorme albufeira do da Barragem do Cabril, sem esquecer as torrentes do Rio Zêzere em Dornelas.

A ciência tem sobejamente demonstrado que a vida teve origem na água e que a mesma constitui a matéria predominante nos organismos vivos. É impossível imaginar as Serras sem água: água para beber e deliciar os visitantes.

A água é um elemento essencial à vida. Mas, a água potável não estará disponível infinitamente. A água é um recurso limitado. Parece inacreditável, já que existe tanta água no planeta!

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A ÁGUA NA TERRA

A água ocupa 70% da superfície da Terra. A maior parte, 97%, é salgada. Apenas 3% do total é água doce e, desses, 0,01% vai para os rios, ficando disponível para uso humano. O restante está em glaciares, iceberg e em subsolos muito profundos. Ou seja, o que pode ser potencialmente consumido pelo homem é uma pequena fracção.

Há muita coisa a saber a respeito da água. A água está presente nos menores movimentos do nosso corpo, como no piscar de olhos. Afinal, somos compostos basicamente de água.

Esse líquido precioso está nas células, nos vasos sanguíneos e nos tecidos de sustentação. As nossas funções orgânicas necessitam da água para o seu bom funcionamento. Em média, um homem tem aproximadamente 47 litros de água no seu corpo. O equilíbrio entre a água que perdemos e a água que repomos, representa o correcto funcionamento dos nossos órgãos vitais.

Quando o corpo perde líquido, aumenta a concentração de sal que se encontra dissolvido na água. Ao perceber esse aumento, o cérebro reage obrigando a sede. Se não beber água, o ser humano entra em processo de desidratação e pode morrer de sede em cerca de dois dias.

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COMPOSIÇÃO DA ÁGUA

A água é composta por dois elementos químicos: Hidrogénio e Oxigénio, representados pela fórmula H2O. Como substância, a água pura é incolor, não tem sabor nem cheiro.

Quimicamente, nada se compara à água. É um composto de grande estabilidade, um solvente universal e uma fonte poderosa de energia química. A água é capaz de absorver e liberar mais calor que todas as demais substâncias comuns.

Quando congelada, ao invés de se retrair, como acontece com a maioria das substâncias, a água expande-se e, assim, flutua sobre a parte líquida, por  se tornado "mais leve". De acordo com leis da física, isso não deveria acontecer. Por causa dessa propriedade incomum da água é que os rios, lagos e oceanos, ao congelarem, formam uma camada de gelo na superfície enquanto o fundo permanece líquido. No que diz respeito a uma série de propriedades físicas e químicas, a água é uma verdadeira excepção à regra.

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O CICLO DA ÁGUA

O chamado ciclo da água é o caminho que a mesma percorre. A chuva, basicamente, é o resultado da água que evapora dos lagos, rios e oceanos, formando as nuvens. Quando as nuvens estão carregadas, soltam a água na terra. A água penetra o solo e vai alimentar as nascentes dos rios e os reservatórios subterrâneos. Se cai nos oceanos, mistura-se às águas salgadas e volta a evaporar, chove e cai na terra.

A quantidade de água existente no planeta não aumenta nem diminui. A abundância de água é relativa. É preciso levar em conta os volumes estimados de água acumulados e o tempo médio que ela permanece nos ambientes terrestres. Por exemplo: nos rios o volume estimado de água é de 1700 quilómetros cúbicos e o tempo de permanência no leito é de duas semanas. Os glaciares e a neve têm 30 milhões de quilómetros cúbicos de água que muitas vezes deve fica congelada milhares de anos. A água atmosférica tem o volume de 113 mil quilómetros cúbicos e permanece entre 8 a 10 dias no ar.

Acredita-se que a quantidade actual de água seja praticamente a mesma de há 3 bilhões de anos. Isto porque o ciclo da água se sucede infinitamente. Não seria engraçado se um alimento que comemos ontem tivesse sido preparado com as águas que, há muito tempo atrás, foram utilizadas pelos romanos nos seus famosos banhos colectivos?

Fonte: Internet

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OPINIÃO

I

"O consumo de uma água saudável é fundamental à manutenção de um bom estado de saúde. Existem estimativas da Organização Mundial de Saúde de que cerca de 5 milhões de crianças morrem todos os anos por diarreia, e estas crianças habitam de modo geral os países do Terceiro Mundo. Existem alguns cuidados que são fundamentais. O acesso à água tratada nem sempre existe na nossa população - principalmente na população de periferia. Deve-se tomar muito cuidado porque a contaminação dessa água nem sempre é visível. A água de poço e a água de bica devem ser usadas com um cuidado muito especial, porque muitas vezes estão contaminadas por microrganismos que não são visíveis a olho nu. Mesmo com a água tratada deve-se ter alguma cautela, porque muitas vezes há contaminação na sua utilização: recipientes que são utilizados com falta de higiene, mãos que não são suficientemente bem lavadas... Todos esses factores podem estar interferindo num caso de diarreia. Muitas outras doenças importantes também podem ser causadas pela água contaminada".


Dra. Carmem Unglert
Dept.o de Saúde Materno-Infantil

Faculdade Saúde Pública - USP

II

"As alterações que o homem provoca na bacia hidrográfica, alterando suas características físicas, também aumentam o prejuízo dessas enchentes. Como o homem altera as características da bacia?

De diversas formas. A primeira, ou a mais importante, é quando ele suprime a cobertura vegetal e introduz obras com características de impermeabilização do solo, como construção de casas, telhados, pavimentação de ruas, quintais etc.

Perdemos a capacidade de retenção da água através da vegetação e perdemos também a capacidade de infiltração dessa água no solo. Por conseguinte, os volumes de água que chegarão nos rios serão sempre maiores. E, portanto, os prejuízos das inundações também serão maiores.

A pergunta que fica é: como podemos enfrentar o problema dos prejuízos decorrentes das inundações?

Existem basicamente três formas: a primeira é não ocupar as áreas de inundação; a segunda é não alterar - ou alterar o menos possível - as características físicas da bacia hidrográfica. E, por último, através da implantação de obras de contenção de cheias, como a construção de barragens, reservatórios, construção de diques para protecção de áreas de riscos altos de inundação, enfim, outras obras de engenharia, do tipo desassoreamento de rios e ampliação de seus leitos. Todas essas obras têm uma característica comum: são extremamente caras e onerosas para a sociedade. Conquanto tenha um certo grau de eficiência, nós podemos dizer que elas não são absolutamente eficazes porque, mesmo contando com essas obras, sempre haverá um evento de chuva, um evento de cheia que provocará uma inundação maior do que aquelas para as quais essas obras foram projectadas".


Constante Bombonatto
Engenheiro da SABESP
especialista em ciclo hidrológico

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